sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Flores, Amores, e Blablabla

Às vezes quero ficar sozinha, me isolar de todo mundo. Quero apenas o canto dos passarinhos, um violão, um pedaço de papel e uma caneta. Nesses momentos, quero inspiração, quero sonhos, quero música, quero vida em palavras.
Nessas horas de solidão, quero me lembrar daquela briga, saber o que fiz de errado, lembrar as palavras amargas que disse sem pensar.
Quero paz, mas ao mesmo tempo, quero o inferno na minha frente. Quero brigas, quero gritarias e palavrões.
Insana, eu? Nunca.
Quer dizer. Talvez.
Momentos de fúria rendem bons versos pra uma canção.
Mas tudo isso troco pelo seu sorriso. Troco por um dia mais que você fique ao meu lado.

"Eu preciso de você pra sempre. Fica comigo até lá?"

Fico. Com você eu desco do céu ao inferno. Faço gelo virar fogo. Digo seriedades em forma de brincadeiras. Porque com você é assim, o ruim fica gostoso. As horas decolam do momento em que te vejo pela primeira vez até aquele em que você vai embora, me deixando só.


Quero um relógio que transforme 24 horas em 30. Quero uma lua tão grande que encoste no topo do morro mais alto. Quero que as estrelas sejam olhos que nos vigiam. Quero as nuvens feitas de algodão. Quero um céu imaginário, com grandes portões dourados na entrada.
Quero também, se não for pedir muito, um amor de criança: inocente, puro, verdadeiro.
Aliás, quero voltar a ser criança.

Quero uma rosa amarela,
Um girassol vermelho,
Uma orquídea azul.

Quero a vida de cabeça pra baixo.
Quero tudo.
Não quero nada.


Quero um circo daqueles com mágico e palhaço.
Quero um leão que faça carinho.
Quero apenas um amor de mãe.

É... é isso... Quero que tudo volte a ser como era antes. Antes de eu ter que me preocupar com o que será de amanhã.