quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ajude um filhote..

Bem, só queria deixar aqui o meu pedido paraque vejam o vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=2DR6XqBKkSM


- É fundamental que vejam no youtube, pois, para cada view, a Pedigree vai doar um prato de comida para um filhote desabrigado.

Meus filhos não vão para a escola.


Isso mesmo. Meus filhos não vão para a escola. Não vale tanto a pena assim.

Professores malvados, paixões não correspondidas, meninas vingativas, amigos traidores e MUITA lição de casa.

Eu posso ensina-los a ler, escrever e meu marido vai ensina-los matemática e um pingo de ciências/geografia. Eu fico com história.

Viveremos aprendendo coisas, sem provas. Sem trabalhos em grupo. Sem cadeiras desconfortáveis. Sem escadas intermináveis e sem recreios curtissimos. E sem fofocas malignas. Ah, e sem comidas estranhas no refeitório.

Eles não merecem esse tipo de coisa. NINGUÉM merece. Não vale a pena, sabe? Eu não preciso saber como ver a semelhança de dois triângulos. Ou entender a diferença entre fenótipos e genótipos. Ou compreender a lógica do capitalismo monopolista financeiro. E QUAL É a utilidade de uma oração subordinada substantiva objetiva indireta? Hein? HEIN?

Meus filhos não vão precisar saber dessas coisas inuteis. E eles serão MUITO inteligentes. Mais inteligentes que qualquer coitado sentando em uma cadeira-desconfortavel com um menino chato-e-irritante na frente, ocupando a visão.

E não vão ter mapa de sala. Poderão sentar onde quiserem.

Eles serão inteligentes. E felizes. E bem sucedidos.

Revoltei.

Ah, quer saber? Se eu ja estou a oito anos sentada uma cadeira desconfortavel com um menino chato-e-irritante na frente, ocupando a visão, meus filhos também podem passar por isso.

Se eu aguento, eles aguentam. E eu aguento. E aguentarei por mais três anos. E depois por mais uns quatro.

Ainda assim, meus filhos não merecem ir para a escola.

Bem, é... Conto da Mari

ooo Maldito téédio no meio da tarde i.i (e daí que eu tinha que estar estudando? e daí que to cheia de dever do inglês pra fazer? e daí, e daí?)


Bem, as palavras de introdução da Mel (até porque eu não tinha realmente nada pra postar aqui), seguirei seu exemplo e postarei um pequeno conto meu aqui.
É pequeno, prometo :}


Um última esperança... que nunca morre...


Passei a mão sobre seus olhos, fazendo com que os mesmos se fechassem. Era a última vez que tocaria sua pele, já fria é pálida. Foi a vez de passar os dedos sob os meus olhos e enxugar uma lágrima que teimava em cair. Levantei e empertiguei o corpo, pronta para sair daquela sala cinzenta e ainda mais do que fúnebre.


- Você está bem, querida? – Vozes repetiam essa mesma pergunta inúmeras vezes, assim que eu saí do quarto.


A resposta era sempre a mesma:


- Eu ficarei – num murmuro baixo e acompanhado por um falso sorrisinho amarelo.


O vestido preto, assinado por Christian Dior, estava pesado e ligeiramente amassado. AS luvas, de renda preta, foram devidamente retiradas e guardadas na pequena bolsa-carteira, que eu empunhava.


A família dele se isolara em um canto ao longe, evitando os amigos e se consolando na dor mútua.

Um buquê de flores do campo apareceu em minha frente e mãos calorosas apertaram confortadoramente meus ombros.

- Achei que fosse precisar de um leve toque colorido no dia de hoje – disse a voz, perto dos meus ouvidos.

Ouvidos esses que estavam cansados de ouvir lamentos ininterruptos, preces esperançosas e, depois de um longo tempo de sofrimento, aquele último suspiro aliviado.

- Talvez você tenha acertado – surpreendi a mim mesma por apresentar uma voz calma e confiante.

Alguns homens e poucas mulheres me acompanharam pela saída do hospital. O dia, antes de um céu claro e um sol estonteante, se verteu em espessas nuvens cinza. O tempo se tornara instável, sombrio... imprevisível.

Entrei no banco do passageiro do meu próprio carro, mas não me importei em saber quem estava dirigindo, ou para onde estava me levando. Tudo o que eu queria, e precisava, era me afastar daquela suntuosa construção de mármore branco. Meu corpo clamava pela minha cama, mas não sabia se meus olhos suportariam a visão daquele cômodo.

Quando dei por mim, estava em meu antigo quarto, na casa de minha mãe. As bonecas jaziam esquecidas em uma estante, enquanto os livros permaneciam perfeitamente empilhados e organizados numa segunda.

Talvez fosse bom adiar a realidade por mais um dia… ou não.


***


Bem, seila... Viram? Foi um MINI conto! *-*
Obrigada a todo mundo que leu e... comentem! *-*